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Remdesivir acelera em quatro dias a recuperação de casos graves de Covid-19

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O periódico científico The New England Journal of Medicine publicou ontem (22) um relatório preliminar do estudo que levou o FDA (órgão que regula os medicamentos nos EUA) a autorizar o uso do Remdesivir para tratamento de pacientes com casos graves de covid-19 —a droga não é liberada no Brasil pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que ainda avalia sua autorização.

A pesquisa analisou 1063 pessoas durante 14 dias e apontou que o remédio, desenvolvido originalmente para combater o vírus ebola, foi capaz de acelerar em quatro dias a recuperação de indivíduos internados com coronavírus e com evidências de comprometimento do trato respiratório inferior, comparado com o uso de um placebo. Além disso, a taxa de morte do grupo que “tomou” o Remdesivir foi de 7,1% e a do grupo placebo, 11,9%.

Segundo os cientistas do NIAID (Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA), que realizaram o estudo, “essas descobertas preliminares apoiam o uso do Remdesivir em pacientes internados com covid-19 que necessitam de oxigenioterapia (seja ventilação mecânica, seja a administração de oxigênio)”. No entanto, os especialistas alertam que, devido à alta mortalidade da doença, provavelmente não será suficiente apenas o tratamento com um medicamento antiviral, como o usado contra o ebola.

Os resultados do estudo, que foram considerados significativos devido à sua metodologia (grande número de pacientes, duplo-cego, randomizado e controlado por placebo), ainda mostraram a importância de começar o tratamento com o medicamento precocemente. “Nossas descobertas destacam a necessidade de identificar casos de covid-19 e iniciar o uso do antiviral antes que a doença pulmonar progrida para exigir ventilação mecânica”, escreveram os pesquisadores.

Como foi feito o estudo A pesquisa foi iniciada com 1063 pacientes, que foram submetidos à randomização, ou seja, escolhidos aleatoriamente para fazer parte do grupo que recebeu o medicamento ou o placebo por 10 dias. Nem os médicos nem os pacientes sabiam quais voluntários estavam em cada grupo (teste duplo-cego).

Os resultados preliminares avaliaram 538 pacientes que receberam o Remdesivir e 521 do grupo placebo.

Os pacientes que “tomaram” o Remdesivir tiveram um tempo médio de recuperação de 11 dias. Já os do grupo placebo precisaram de 15 dias para se recuperar.

Após 14 dias do início da pesquisa, 11,9% dos pacientes do gruo placebo morrem. No grupo que recebeu Remdesivir, esse índice foi de 7,1% — uma taxa 40% menor.

Eventos graves adversos ocorreram em 114 pacientes (21,1%) no grupo Remdesivir e em 141 pacientes (27,0%) no grupo placebo.

 

Fonte: Viva Bem – UOL

Postado por: Maxx Saúde | www.maxxsaúde.org.br

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