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Equipado, HC atenderá apenas Covid-19

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Estado resolveu que abrirá os 40 leitos de enfermaria no chamado predião do Centrinho com verba exclusiva para Covid

Os últimos entraves para a abertura do Hospital das Clínicas (HC) de Bauru parecem ter sido resolvidos oficialmente nesta quarta-feira (20), embora a abertura oficial ainda não tenha sido comunicada. Na data, a Secretaria de Estado da Saúde recebeu autorização da reitoria da USP, na Capital, para a instalação emergencial de 40 leitos de baixa e média complexidade, que já estão sendo equipados. Outra novidade é que o Estado redesenhou o fluxo da unidade, que agora receberá exclusivamente pacientes diagnosticados com a Covid-19.

O novo hospital funcionará como uma extensão da enfermaria do Hospital Estadual (HE), que segue como referência regional para a doença.

Para que a abertura e transferência de pacientes ocorram, Famesp e Departamento Regional de Saúde (DRS-6) correm contra o tempo para acertar detalhes na planilha financeira do convênio que será firmado entre Famesp e Estado, a fim de garantir custeio de cerca de R$ 3 milhões/mês. O médico Rubens Cury, secretário executivo da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Regional, atuou para que o HC fosse ativado o mais rapidamente possível. Cury trabalha hoje em um grupo criado na Secretaria de Estado da Saúde que discute a ampliação dos leitos de combate à doença em todo o Interior do Estado.

A expectativa do presidente da Famesp Antonio Rugolo Jr. é que a secretaria autorize o convênio até esta sexta (22). Ou, no mais tardar, na próxima terça (26). O Estado, por sua vez, não dá prazos e diz apenas que a abertura está em definição. Ontem, carregamentos de macas e equipamentos foram descarregados no prédio.

“Assim que isso (autorização para o convênio) acontecer, levaremos um dia ou até menos para ativar o hospital”, cita Rugolo. As transferências dos pacientes da enfermaria do HE para o HC devem dar fôlego para que o Estadual retome as cirurgias eletivas (leia mais na pág. 5). Superintendente do Centrinho, Carlos Ferreira dos Santos considerou como uma conquista o acordo emergencial entre USP e Estado.

“Equipes da USP e da Famesp têm trabalhado juntas para equipar os leitos nos 5.º e 4.º andares. Cedemos toda a estrutura que já dispúnhamos há anos de camas, cadeiras de acompanhante e armários”, cita Carlos. “O prazo de cessão é temporário, mas esperamos que este seja um início da parceria e que, em breve, o Estado possa assinar o termo de cooperação técnica (que garante a cessão de fato do prédio do HC)”, completa.

MUDANÇA PARA COVID

De acordo com Rugolo, o jurídico da secretaria de Estado não teria encontrado saídas para abertura do hospital, neste momento, somente como retaguarda de outras especialidades, sem atendimento dos casos de Covid-19, como era previsto inicialmente e foi anunciado pelo Estado. O acordo com a USP, inclusive, também é temporário e deve vigorar por aproximadamente 6 meses ou até quando a situação de epidemia perdurar.

“Por isso, alteramos o projeto inicial, mas isso não muda nada em relação aos equipamentos e leitos. Só os EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) que teremos que comprar mais e emergencialmente. Enquanto isso emprestaremos do HE, que tem o suficiente”, comenta Rugolo.

Carlos Ferreira ressalta que a porta de entrada para os 40 leitos será o HE e que apenas pacientes com exames moleculares positivos para a Covid-19 serão atendidos no local.

“Essa transferência se dará por meio de ambulâncias. São pacientes que não precisam de respiradores, UTI”, detalha Carlos.

Equipes médicas, contudo, precisão ter cuidado redobrado ao avaliar a evolução da doença nos pacientes do HC, já que apenas o HE possui UTIs. “Isso complica um pouco. Vamos precisar dividir equipes e estar bem alinhados. Deslocamos dois respiradores que estavam inativos na Maternidade para ficarem de reserva no HC. Eles devem ser usados em caso de urgência”, ressalta Rugolo.

ESTRUTURA

O JC esteve no predião ontem em visita organizada pelo superintendente do Centrinho. Dos 40 leitos, 16 ficam no 4.º andar e 24 no 5.º andar. Cada pavimento é composto por 8 enfermarias com, no máximo, três leitos cada uma. Com estrutura completa, inclusive redes para gases. Todos os ambientes do prédio são amplos e bem iluminados e os mobiliários novos e de qualidade.

A Famesp contratou temporariamente (por cinco meses prorrogáveis) 130 funcionários para atuarem no local.

Município dialoga para ativação de UTIs no HC

O prefeito Clodoaldo Gazzetta visitou, no fim da tarde desta quarta-feira (20), a ala das UTIs, no oitavo andar do predião que abriga o HC. Gazzeta informa que o município iniciou um diálogo para estudar a ativação da estrutura de UTIs existente no 8.º andar do predião, com objetivo de evitar o trânsito de pacientes graves para o HE.

Há 21 leitos de UTI no local, mas sem equipamentos.

A adequação custaria cerca de R$ 2 milhões, além de custeio de R$ 2,4 mil diários para manter a UTI de Covid. Soma-se a esta conta um montante no valor de R$ 580 mil  necessários para o reparo de infiltrações no prédio.

O prefeito chegou a cogitar o assunto com prefeitos da região, mas a conversa ainda não avançou.

Transferências

As transferências de pacientes entre o HE e o HC serão feitas por duas ambulâncias com UTI móvel, que serão remanejadas. Uma é do HE e a outra da Maternidade Santa Isabel. “No plano de trabalho prevemos a compra de uma ambulância com UTI móvel especificamente para isso”, cita o presidente da Famesp.

Entradas separadas

A mudança de fluxo do Hospital das Clínicas para a Covid-19 também não era prevista inicialmente pela USP, que realizou reunião com a Famesp na tarde desta quarta (20) a fim de esclarecer como se dará o trânsito de funcionários e pacientes para o funcionamento do hospital, que não está desocupado e atende outras especialidades nos 2.º e 7.º andares. No 2.º andar funciona a saúde auditiva, que de idosos a crianças. No 7.º andar funcionam laboratórios. Funcionários da Famesp e as ambulâncias relacionadas ao transporte de Covid-19 terão entrada diferente dos funcionários e pacientes da USP, pela portaria da rua Henrique Savi. O trânsito das equipes de saúde da Famesp será restrito a setores do predião, que conta com refeitório e banheiros.

 

Fonte: JCNET.com.br

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