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TOC: novos conhecimentos e novas terapias

TOC

Um consórcio internacional que une pesquisadores de Estados Unidos, Holanda, África do Sul, Índia e Brasil permitiu entender mais a fundo os detalhes do transtorno obsessivo compulsivo, o TOC. Graças ao trabalho em conjunto, foi possível compilar uma série de exames de imagens dos cérebros de pacientes que convivem com a doença.

Assim, os cientistas descobriram que algumas áreas do cérebro, como o córtex pré-frontal que regula as emoções, estão menos desenvolvidas nesses indivíduos. Isso ajuda a compreender melhor a condição para fornecer um melhor diagnóstico e tratamento no futuro.

Dados

Os dados, apresentados pela psiquiatra holandesa Odile van den Heuvel, na Universidade de Amsterdã, apontam também uma certa preocupação para o uso contínuo de medicamentos para enfrentar o TOC, principalmente na infância. Ainda não se sabe quais os efeitos de longo prazo desses comprimidos. “A melhor forma de enfrentar o problema continua sendo a terapia cognitivo-comportamental”, disse a médica.

Falamos aqui de um tipo específico de psicoterapia, que vem trazendo ótimos resultados em mudar as obsessões e gestos repetidos tão comuns nesse distúrbio. Os remédios até ajudam em alguns casos, mas entram como auxiliares das sessões no consultório.

Além da ajuda psicológica, recentemente outro recurso terapêutico ganhou aprovação para esse transtorno, ao menos em terras estrangeiras. O FDA, a agência regulatória dos Estados Unidos, liberou a estimulação magnética transcraniana como uma alternativa de tratamento. Nela, o médico posiciona na cabeça do paciente em uma máquina que emite ondas magnéticas com a capacidade de modificar a comunicação entre os neurônios.

Infelizmente, não há previsão para que a tecnologia chegue ao Brasil. “Ela vai auxiliar nos casos refratários, em que as outras opções terapêuticas não trouxeram resultados satisfatórios”, informou a psiquiatra Helen Blair Simpson, da Universidade Columbia, nos EUA, durante sua aula no CBP. Atualmente, ainda são testados outros métodos, como a instalação de eletrodos e marcapassos dentro da massa cinzenta, com o objetivo de modificar o funcionamento de células nervosas mais profundas.

Fonte: Abril | Saude.abril.com.br
Postado por: Maxx Saúde | www.maxxsaude.org.br

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